Sui Caedere é muito mais do que o próprio título. Há todo um cenário envolvente do Tomás, personagem principal, que inclui não só os amigos, Pedro e Ana, a namorada, Sofia, como também o professor de Filosofia, os pais e a irmã… Surgem ainda outras personagens anónimas, passageiras na vida deste rapaz. E neste entrecruzar de personagens e perspectivas, discute-se religião e crenças, contam-se histórias, vivem-se conflitos e paixões, questiona-se, conversa-se, sofre-se e fala-se de diversas formas de amar… Talvez a melhor forma para descrever a peça seja exactamente esta: as várias formas de amar. O suicídio surge no palco como na vida real: inesperado, aparentemente inadequado ao dia a dia… Revivendo os dias passados, onde é que deveríamos ter lido os sinais de que algo tão grave se passava?
Certamente, depois de assistir à peça, se irá aperceber que o subtítulo “uma vida, um erro” ganha todo o sentido. A mensagem fundamental da peça é essa mesma: